UMA AÇÃO POPULAR QUE VAI INCOMODAR! O OBJETIVO É QUESTIONAR O CONTRATO DE R$ 583,8 MIL ENTRE IPARDES E INSTITUTO DE PESQUISAS IRG

IRGEEE

A distribuição de uma Ação Popular na 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba está com a Dra. Patrícia de Almeida Gomes Bergonse trouxe ao debate público um caso que pode representar um dos mais relevantes questionamentos envolvendo recursos públicos, pesquisas de opinião e o processo eleitoral paranaense de 2026.

A ação judicial questiona a contratação de R$ 583.800,00 realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES) junto ao Instituto IRG Pesquisas para a realização de levantamento sobre a percepção dos serviços públicos de saúde e segurança do Estado.

O ponto central da controvérsia está no fato de que a mesma empresa contratada pelo poder público divulgou, praticamente no mesmo período, pesquisa eleitoral que apresentou cenário favorável ao deputado federal Sandro Alex, apontado como pré-candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior à sucessão estadual.

Segundo a ação popular, a coincidência temporal entre a contratação pública e a divulgação do levantamento eleitoral levanta dúvidas que precisam ser esclarecidas pelas autoridades competentes, especialmente diante da repercussão política produzida pelos resultados divulgados.

A petição destaca que os números apresentados pelo instituto contratado diferem significativamente de outros levantamentos realizados recentemente no Paraná, sobretudo em relação ao desempenho eleitoral de Sandro Alex, gerando questionamentos sobre critérios, metodologia e os efeitos políticos decorrentes da divulgação da pesquisa.

O caso também ganhou repercussão na Assembleia Legislativa do Paraná, onde parlamentares solicitaram esclarecimentos sobre os critérios adotados para a escolha da empresa, a forma de contratação, os valores envolvidos e a finalidade da pesquisa custeada com recursos públicos.

A preocupação central não é impedir pesquisas eleitorais nem questionar a liberdade dos institutos de pesquisa. O que está em discussão é a necessidade de absoluta separação entre Estado, governo, interesses eleitorais e empresas que atuam simultaneamente no mercado de pesquisas de gestão pública e pesquisas eleitorais.

Em um ambiente pré-eleitoral, qualquer situação que possa sugerir favorecimento político, utilização da estrutura estatal ou influência indevida na formação da opinião pública deve ser rigorosamente esclarecida em respeito aos princípios constitucionais da moralidade administrativa, impessoalidade, transparência e interesse público.

A ação popular sustenta que recursos públicos não podem ser utilizados, direta ou indiretamente, para fortalecer narrativas políticas, beneficiar grupos governistas ou criar vantagens competitivas no cenário eleitoral.

O debate ganha ainda mais relevância porque eventual comprovação de irregularidades poderá produzir desdobramentos não apenas na esfera administrativa, mas também no campo eleitoral, especialmente em temas relacionados ao abuso de poder político, abuso de poder econômico e uso indevido da máquina pública, matérias tradicionalmente analisadas pela Justiça Eleitoral.

Agora caberá ao Poder Judiciário analisar os fatos, os documentos e os argumentos apresentados, garantindo que prevaleçam os princípios republicanos, a igualdade de condições na disputa eleitoral e a confiança da população nas instituições públicas.

NO SITE DO INSTITUTO APÓS OS BUCHICHOS DO CONTRATO ENTRE O IPARDES E O IRG – HOUVE A SEGUINTE PUBLICAÇÃO

O IPARDES não realiza pesquisas eleitorais:

Reforçamos que todas as pesquisas oficiais do IPARDES têm caráter exclusivamente estatístico, sem vínculo com eleições, partidos ou candidaturas.

Compartilhe