O Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia na terça-feira (14) contra o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) por associação criminosa, tráfico de influência e desvio de dinheiro público. O processo já estava na Procuradoria em uma denúncia desde 2020 contra Arruda, mas o sigilo do processo foi retirado neste mês de março, o deputado está se defendendo de todas as formas dizendo que a denúncia é “infundada, descabida e ilegal” e, tudo foi armação dos assessores do gabinete e contra ele não existe uma gravação de nenhum recebimento de dinheiro dentro do gabinete como cita a denúncia contra os assessores Débora Moreira,Fabio Abel Manfrim e Fernando Julião.
Na denúncia contra o deputado Ricardo a relatoria está a cargo do desembargador Domingos Thadeu Ribeiro da Fonseca do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que irá decidir de agora em diante se aceita ou não todos os documentos entregues para efetivação da do processo.
IMPACTO PR. teve acesso ao documento do MP e nele está caracterizada a suspeita de que o deputado Ricardo Arruda e mais três assessores diretos se uniram e de forma voluntária, mas consciente com objetivo único de cometerem crimes, em especial o de tráfico de influência utilizando o cargo do deputado e seus alcances em todos os poderes do estado.
No documento embasado pelo MP, há diversos dados de que o deputado e os assessores “angariavam pessoas que almejavam algum benefício junto à Administração Pública Estadual ou mesmo junto ao Poder Judiciário Paranaense, prometendo a elas influência do deputado estadual em troca de altas quantias em dinheiro”.
Nos autos da investigação Criminal nº 1.698.287-9 consta que em outubro de 2016, o deputado Ricardo Arruda solicitou e recebeu nas dependências da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), uma quantia em dinheiro de um empresário, “com o pretexto de influir junto ao Governo do Estado do Paraná para que o Estado efetuasse os pagamentos recorrentes dos serviços prestados pela referida empresa e que estavam pendentes”.
Nesta negociação um dos assessores denunciados afirmou ao MP que o deputado recebeu entre R$ 50 mil e R$ 70 mil em troca de influência política prometida ao empresário para interceder nos recebimentos.
Fazem parte também da denúncia que policiais militares excluídos da corporação procuraram o deputado em 8 de novembro de 2016 para serem reintegrados à instituição. Naquele dia, Arruda teria cobrado uma quantia em dinheiro em troca do favor. Uma testemunha afirmou que o deputado recebeu pelo menos R$ 80 mil dos policiais.

Há também na denúncia o pagamento de notas feitas ao Pastor Cláúdio Pinheiro ao jornal COMUNICADOR DA FÉ e que foram reembolsados pela Assembleia, posteriormente devolvidos ao deputado para pagamento de pessoas que prestavam serviços de seu interesse.
O advogado Jeffrey Chiquini, do deputado Arruda, declarou a imprensa que o nome do deputado foi usado de forma ilegal “e sem autorização para a prática de ilícitos”.
GIACOBBO FAZ A MÉDIA
Mal foi publicado a denúncia o presidente e oportunista do PL do Paraná, deputado federal Fernando Giacobo, destituiu o deputado estadual Ricardo Arruda da presidência do diretório da legenda em Curitiba até que se apurem as denúncias gravíssimas ofertadas pelo Ministério Público e, para complementar disse que, por enquanto, ninguém assumirá o comando do PL de Curitiba. Por outro lado não abriu o jogo se irá passar o partido a Paulo Martins e também se ele será o candidato do PL em 2024 a prefeitura.
Giacobbo é assim de uma desgraça partidária já lança outra pedra para abafar a situação. Este tipo de jogo que ele faz, o Palácio Iguaçu inteiro já conhece e não engole muito as suas atitudes, mas sabe que Paulo Martins vai ser a moeda de troca para alguns benefícios políticos, pois ainda existe uma forte ligação de Paulo com Ratinho Jr.