VINGANÇAS DO CÁRCERE: PARA PGR, MORO IRÁ AO XILINDRÓ E A CASSAÇÃO DO MANDATO NO SENADO

VINGADORES

O ex-juiz Sergio Moro começa a sentir na pele como funciona um suspeito corporativismo dentro do judiciário e parece que as coisas não vão parar por aí. Depois da denúncia da vice-procuradora Lindôra Araújo, já deu para notar que eles querem ver Moro atrás do xilindró e fazer com que ele seja cassado como senador da república.

Todas essas ações estão sendo julgadas e aceleradas quase da mesma forma como funcionava na Lavajato e colocou diversos empresários e Lula (PT) por 580 dias em uma cela da Polícia Federal em Curitiba.

A frase divulgada por Lula em uma entrevista na semana retrasada de que “DESEJAVA FODER O MORO”, está caminhando a passos largos em todas as instâncias do país. O desejo está se tornando uma ordem pelo andar da carruagem e  os ministros do Supremo Tribunal Federal também farão de tudo para ver a crucificação política de Moro. O que está sendo vasculhado  em todo Paraná na vida do atual senador já é fruto de uma perseguição , pois o vídeo que circulou nas redes sociais é antigo e pelo tom da voz foi em uma brincadeira de descontração e que irá causar sérios problemas a  Moro. A pessoa que gravou e liberou as imagens deve estar bem preocupada, pois não sabe o tamanho que coisa virou e aonde foi parar.

 As vinganças do cárcere estão sendo iniciadas pelo que declarou o presidente Lula e com certeza teremos mais gente na lista em breve.

DENÚNCIA

Nesta semana a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, denunciou o senador Sergio Moro (União-PR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de calúnia. Em vídeo divulgado nas redes sociais no último fim de semana, Moro aparece em uma conversa com pessoas não identificadas. Durante o diálogo, o parlamentar afirmou: “Não, isso é fiança, instituto… para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”.

                                              

Para Lindôra Araújo, Moro acusou o ministro de “negociar a compra e a venda de decisão judicial para a concessão de habeas corpus”. “Ao atribuir falsamente a prática do crime de corrupção passiva ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, o denunciando agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra objetiva do ofendido, tentando descredibilizar a sua atuação como magistrado da mais alta Corte do país”, escreveu a procuradora. A denúncia foi motivada por uma representação feita pelo advogado de Mendes após o vídeo com a fala de Moro circular na imprensa e nas redes socais e divulgada pela Agência Brasil.

MORO SE DEFENDE

O senador e ex-juiz Sergio Moro (União-PR) se pronunciou após a denúncia da Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Moro, as suas falas foram tiradas de contexto e não há “acusações intencionais” contra o ministro da Suprema Corte. Ele imputou ao governo federal a denúncia.

Me preocupo, dentro desse mesmo contexto, que o governo federal busque cercear a liberdade de expressão. É claro que ela não abrange ofensas, é claro que ela não abrange ameaças, mas, claramente, naqueles fragmentos manipulados, não há nenhuma acusação contra o ministro Gilmar Mendes, não há nenhuma ofensa intencional ao ministro. O que existe são falas descontextualizados e divulgadas em fragmentos, para falsamente me colocar como alguém contrário ao Supremo Tribunal Federal e ao próprio ministro. O que nunca fui — rebateu.

batom na cueca

DESEMBARGADOR QUE MANDOU PRENDER INIMIGO DE MORO É PAI DE SÓCIO DO EX-JUIZ

Quando renovou a ordem de prisão preventiva contra Rodrigo Tacla Duran na última semana, o fugitivo advogado que foi alvo da Lava Jato e acabou envolvendo Moro em um caso de extorsão, o desembargador Marcelo Malucelli não viu nenhum motivo para se considerar impedido. Mas para esquentar ainda mais o caso, o magistrado da 8ª turma do TRF4 é pai de João Eduardo Barreto Malucelli, que aparece como sócio de Moro e da mulher, Rosângela Moro, no escritório Wolff & Moro Sociedade de Advogados, sediado na capital paranaense. A revalidação da ordem de prisão é controversa, já que no dia 4 de abril o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia revogado essa determinação e ordenado que “nenhum tribunal ou juízo inferior ao Supremo Tribunal Federal tome decisões judiciais referentes às ações penais suspensas e seus correlatos”, conforme publicou o site UOL.COM.

A proximidade do desembargador e seu filho com o casal Moro – ambos estão atualmente afastados do escritório para cumprir seus mandatos parlamentares – vai além da sociedade na banca de advocacia. João Eduardo Malucelli namora a filha mais velha de Moro. Curiosamente, João Eduardo conseguiu sociedade com o casal Moro, que tem larga experiência profissional, apesar de ter apenas 28 anos. Tacla Duran foi advogado da Odebrecht e acabou preso preventivamente pela Lava Jato , em 2016. Ele contou que seis meses antes tinha sido procurado por Zucolotto, que era sócio de Rosângela Moro, mulher de Sergio Moro. Zucolotto teria oferecido acordo de colaboração premiada, com a concordância de “DD” (iniciais que remetem a Deltan Dallagnol, na época chefe da força-tarefa do Ministério Público). Tacla Duran em troca teria que pagar US$ 5 milhões de dólares “por fora, e ele conta que pagou US$ 613 mil como primeira parcela “em troca” da delação premiada, mas depois não pagou o restante. Teve a prisão preventiva decretada por Sergio Moro e acabou fugindo para a Espanha. A denúncia só foi feita formalmente na audiência do dia 27 de março, em que Tacla Duran detalhou a história ao juiz Eduardo Appio. Por envolver dois personagens que hoje são parlamentares – o senador Moro e o deputado Dallagnol,foi enviada para o Supremo Tribunal Federal em função da imunidade parlamentar.

BAÚ DA “LAVA JATO”

EX-CONTADORA MEIRE POZA SERIA A SUPOSTA AGENTE INFILTRADA DA PF

                                                                     Outra bomba que poderá estourar se tiver procedência é está nova ação do juiz Eduardo Appio, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, que reduziu o sigilo de um inquérito da Polícia Federal que apurava se a contadora Meire Bomfim da Silva Poza atuava como “agente infiltrada” a serviço de investigadores da operação “lava jato” na capital paranaense. Ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da “lava jato”, Poza teria atuado como “infiltrada” para a Polícia Federal, conforme reportagem publicada pela revista CartaCapital em julho de 2018.De acordo com a publicação, Poza mantinha contato direto com agentes da Polícia Federal em São Paulo. O inquérito foi arquivado após manifestação do Ministério Público Federal em 2 de março de 2017, em documento assinado pelo procurador regional da República Januário Paludo. Na peça, o MPF alega “atipicidade dos fatos noticiados” e diz que “o máximo que pode ter ocorrido é excesso de confiança ou ingenuidade dos agentes policias no trato com Meire Poza”.

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