Nos bastidores do evento cívico desta sexta-feira (03), a divulgação de uma nova pesquisa sobre a corrida eleitoral no Paraná abriu uma discussão paralela ao conteúdo do levantamento. Além dos números apresentados, passou a ser observado o histórico do instituto responsável pela pesquisa, o Vox Brasil, que já foi alvo de questionamentos e suspensões na Justiça Eleitoral em outros estados.
Em Alagoas, o Tribunal Regional Eleitoral suspendeu a divulgação de uma pesquisa do instituto registrada sob o número AL-05861/2026 após identificar inconsistências na metodologia apresentada ao tribunal. Entre os problemas apontados estava uma contradição na documentação do levantamento, que fazia referência, em trechos distintos, tanto ao Censo 2010 quanto ao Censo 2022 como base para a composição da amostra.
Em Limeira (SP), a Justiça Eleitoral também determinou a suspensão liminar da divulgação de uma pesquisa do Vox Brasil no processo 0600487-16.2024.6.26.0399, em tramitação na 399ª Zona Eleitoral. No caso, foram levantados questionamentos sobre informações centrais do levantamento, como a origem dos recursos, a base pública de dados utilizada e a delimitação geográfica da amostra.
Também em Francisco Morato (SP), a divulgação de pesquisa do instituto registrada sob o número SP-00467/2024 foi suspensa por decisão liminar após impugnação que apontou irregularidades na amostragem.
Os episódios colocam o histórico do instituto no radar no momento em que seus números passam a circular no Paraná.