LULLE vai aos Estados Unidos – Coluna semanal de Ogier Buchi 

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O “tuíter” de Lulle avisou: ele embarcou na quarta-feira (06) para os Estados Unidos, supostamente para uma “reunião de trabalho com o presidente Donald Trump nesta quinta (07), na Casa Branca”. Reunião de trabalho, mas na rede social de Elon Musk o presidente não deu uma dica da pauta a ser tratada. Mas não se preocupe o leitor com esse “esquecimento”, pois os jornais Metrópoles e Estadão nos informaram os temas a serem tratados na reunião de hoje (quinta-feira 07): a possibilidade de os EUA classificarem organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas, a exploração de minerais raros, a guerra no Oriente Médio, tarifas, regulação de big techs, energia e petróleo, além de questões diplomáticas.

A AGENDA DO DIA

A agenda do dia, divulgada por vários órgãos de imprensa, se inicia às 12h (horário de Brasília), com a chegada de Lulle à Casa Branca. A reunião com Trump se inicia às 12h15, com duração de meia hora cravada, incluindo o tempo para a divulgação de comunicado sobre o encontro.

Em entrevista à GloboNews, o vice Alckmin declarou estar “muito confiante nessa ida do presidente Lula e nesse encontro com o presidente Trump”. Admiro a confiança de Alckmin, pois considerando a pauta da reunião, Lulle terá que que ser praticamente o The Flash para tratar de todos os temas em meia hora de conversa…

Às 12h45, os presidentes almoçarão juntos na Casa Branca, seguido do soninho pós-almoço de Lulle, o Nove Dedos realizará coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington – sem horário definido, pois não sabemos quanto tempo será necessário para o brasileiro se recuperar dos golpes que Trump possivelmente aprendeu com seu amigo Dana White (presidente do UFC).

A COMITIVA

Chamou a atenção que, nesta viagem de bate-e-volta, Lulle tenha optado por se fazer acompanhar apenas de um petit comitê, composto basicamente de oito acompanhantes: Mauro Vieira (ministro das Relações Exteriores); Wellington César (ministro da Justiça e Segurança Pública); Dario Durigan (ministro da Fazenda); Márcio Elias Rosa (ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços); Alexandre Silveira, (ministro de Minas e Energia); Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal); Maria Luiza Viotti (embaixadora do Brasil nos Estados Unidos) e Audo Faleiro (assessor especial da Presidência).

Não se pode perder de vista que em meados de abril, uma delegação de negociadores brasileiros foi a Washington debater a investigação que mira temas como o Pix, big techs e etanol.

A HOSPEDAGEM

Além da comitiva mais enxuta, Lulle optou por hospedar-se na embaixada brasileira. Em fevereiro de 2023, na visita oficial a Joe Biden, Lula ficou hospedado na Blair House; e em 2024, na residência do Representante Permanente do Brasil junto à ONU. Segundo a Presidência, a viagem não gerou custo extra ao erário — os R$ 13 milhões foram custos da comitiva, com 109 servidores envolvidos.

O perfil no Instagram @notjournal.ai (https://www.instagram.com/p/DYChFxKgMX3/) noticiou que as 14 viagens internacionais de Lula em 2024 custaram R$ 46,8 milhões. Só Nova York (Assembleia da ONU em setembro) consumiu R$ 13 milhões, com a comitiva no JW Marriott. Em 2023, a primeira viagem a NY para a ONU custou R$ 13,8 milhões — comitiva ficou no Lotte New York Palace. Naquele ano, o total com viagens internacionais bateu R$ 70 milhões.

 A AUSÊNCIA QUE NINGUÉM NOTOU

E não é que “o farol” de Lulle, desta vez, não o acompanhou aos Estados Unidos? Nem lá, nem aqui a ausência da Primeira Dama foi sentida.

A ausência de Janja ocorre poucos dias após ela reagir publicamente a uma fala do enviado especial para parcerias globais de Trump, Paolo Zampolli, na qual o americano chamou as mulheres brasileiras de “raça maldita”.

Segundo auxiliares do Palácio do Planalto, a decisão de não participar da viagem não foi acompanhada de explicações oficiais detalhadas, mas ocorre em um contexto de forte atenção política e midiática sobre declarações recentes da primeira-dama.

Em matéria para a Revista Oeste, em abril deste ano, o jornalista Erich Mafra noticiou que, desde o início do “Lulla 3”, Janja já passou 23 dias a mais no exterior que o próprio Presidente, percorrendo 38 países em 37 viagens.

 DEMOCRATAS E A CLASSIFICAÇÃO DAS FACÇÕES

Nos Estados Unidos, um grupo de deputados democratas enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, alertando o governo Trump para não designar as facções brasileiras CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas estrangeiras.

Os parlamentares americanos alegam que o governo Trump “já utilizou sanções para interferir em assuntos internos no Brasil” e citam a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Curiosamente, os democratas americanos concordam com a avaliação do governo de que organizações como o PCC e o CV “representam uma séria ameaça à segurança regional, à governança democrática, ao meio ambiente e aos direitos humanos”.

É curioso esse caso: ao mesmo tempo que alertam (ou, subliminarmente, se opõem) quanto à designação do Comando Vermelho e do PCC enquanto organizações terroristas, reconhecem que as facções representam real ameaça a qualquer cidadão e ao próprio Estado Democrático de Direito.

 REGIONAIS

FAZENDO JUSTIÇA À PGE

Tenho observado o nível de prestação de serviço de diferentes órgãos do Estado, na atual administração. Alguns deles são alvo de atenção e elogio, inclusive como supedâneos do alto nível de aprovação de Ratinho Júnior nas pesquisas de popularidade.

Em princípio, junto-me àqueles que aplaudem o que há para ser aplaudido, mas de meu turno peço passagem para lembrar nada disso seria possível sem o profícuo e consistente trabalho do ilustre Procurador Geral, Dr. Luciano Borges e de sua equipe.

De fato, o trabalho do grupo tem trazido resultados auspiciosos, que vão desde a liberação da Ponte chamada Vitória (Guaratuba), até e especialmente em relação ao Supremo Tribunal Federal.

Ora, o trabalho deste jovem tem sido tão consistente que Fachin e Flávio Dino dedicaram-lhe elogios nesta quarta-feira. O fato é que tal realidade me provocou a escrever neste hebdomadário materiais sobre a relevância do serviço público sério e bem prestado.

Luciano vai ser alvo de minha primeira grande matéria na próxima semana, mas outros membros do eficiente governo atual serão lembrados simplesmente porque é de Justiça.

A CORRIDA E AS PESQUISAS

Me parece que o cenário eleitoral está posto, pelo menos para os próximos sessenta dias. Mudança, se ocorrer, será publicizada nos estertores de julho, todavia devo enfatizar que sobeja uma vaga relevante nas candidaturas ao Senado, porquanto mudanças aconteceram em relação ao PSD.

O governador, em ato açodado, escolheu como seu pré-candidato ao Senado lá atrás, o senhor Filipe Barros – escolha que, aliás, fê-lo esquecer de gente que o defendeu historicamente.

Como a política é sazonal e sabidamente permite que até mesmo as vacas voem, este constante devenir fez com que, ungido de até ontem se tornasse o siamês de Sérgio Fernando. Está é a realidade da política.

Ainda que muito se destaque o nome do Sr. Alexandre Curi, é pertinente lembrar que ele voou para os ares da República! Imagino que no esforço hercúleo que está sendo feito para catapultar a candidatura de Sandro Alex não passe despercebido aos especialistas de marketing do Iguaçu que a chapa oficial precisa de uma candidatura própria ao Senado da República.

Por óbvio, não me cabe e nem pretendo ensinar aos lua preta a lição que é o bê-á-bá de majoritária.

Particularmente, entendo que o murmúrio que é tão repetido e sussurra o nome do ungido de até anteontem de Massa Júnior, possa ser efetivamente uma solução, que certamente dará empuxo e mais consistência à candidatura ao governo.

Lembrando que o sussurro ecoa um nome do sudoeste!

PESQUISA

Eu tenho uma curiosidade que é muito consistente: eu queria saber quem é que está pagando esse mar de pesquisas que estão sendo repetitivamente colocadas à disposição do eleitor paranaense. Com todo o respeito aos institutos de pesquisa e seu objetivo primacial, que é, afinal de contas, pesquisar, eu diria nesta etapa, sem medo de errar: mas vai gostar de fazer pesquisa lá na…!

ATENÇÃO

Se o leitor estiver enfadado e sem ter o que fazer, sugiro que se junte a mim na condição de avô e aplique parte do seu tempo na busca, troca e compra de figurinhas da Copa, porque convenhamos, com essa ideia de 48 seleções, sabe-se lá não sei de onde, não há dinheiro que chegue para quem figura na condição de avô, hahahahahahahaha…

ORAÇÃO DE OGIER BUCHI: Minha oração da semana em favor de Ruy Barroso, jornalista que marcou época. Amém.

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