Em tom de deboche durante a entrevista concedida na segunda-feira (04), na sabatina da Banda B, o pré-candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro, ironizou ao comentar sobre os possíveis adversários na disputa pelo Palácio Iguaçu com a frase: “Não sei se vão ser esses mesmos”. A declaração soou como um recado carregado de soberba política, principalmente para quem lidera pesquisas neste momento e parece confortável no salto alto eleitoral.
Com aquele velho estilo de ex-juiz dono da verdade, Moro respondeu como quem transmite a sensação de que, venha quem vier, a eleição já estaria decidida a seu favor. O problema é que frases assim costumam revelar muito mais do que uma simples provocação. Elas começam a mostrar quem poderá ser o verdadeiro “Moro da campanha”: o candidato que troca cautela por arrogância e confiança por excesso de vaidade política.
Nos bastidores, a leitura entre adversários foi imediata. Pré-candidatos e grupos políticos que devem entrar na disputa já acumulam informações, dossiês, estratégias e uma verdadeira artilharia pesada que deverá começar a aparecer próximo das convenções e, principalmente, no período mais duro da campanha. Política não é sentença judicial com resultado antecipado. É disputa, desgaste e enfrentamento diário.
Achar que já ganhou a eleição antes mesmo da definição oficial dos concorrentes é uma atitude perigosa. Na política, minimizar adversários costuma ter efeito reverso. O salto alto que hoje parece desfile triunfal pode rapidamente virar tropeço em praça pública, ainda mais quem vai ter pela frente adversários como o PT e tem uma parceria de conivência com o Supremo Tribunal Federal, comandada por Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, inimigos declarados do ex-juiz. Frases deste tipo são as primeiras que dão motivos a demonstrar quem será o verdadeiro “MORO DA CAMPANHA” e como diz o velho ditado “QUANTO MAIOR O SALTO, MAIOR TAMBÉM PODE SER O TOMBO”!
A DIREÇÃO