Moro esbarra em rejeição elevada e baixo potencial de crescimento, aponta Veritá

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Embora apareça na liderança momentânea na disputa pelo Governo do Paraná, o senador Sérgio Moro enfrenta sinais de desgaste que apontam para um “teto” na campanha eleitoral de 2026. Levantamento do Instituto Veritá divulgado nesta terça-feira (9) indica que o ex-juiz acumula a segunda maior rejeição entre todos os candidatos testados e apresenta desempenho modesto quando os eleitores são questionados sobre uma eventual segunda opção de voto – um fator que costuma ser determinante no 2º turno.

Na pesquisa, 27,3% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Moro “de jeito nenhum”. O índice é inferior apenas ao registrado por Requião Filho (44,8%) e muito superior ao dos demais concorrentes colocados na disputa, sendo por exemplo mais de seis vezes maior que o de Sandro Alex (4,3%).

Os dados mostram ainda que a rejeição de Moro é mais intensa em alguns segmentos específicos do eleitorado. Entre as mulheres – que representam mais de 50% dos eleitores paranaenses –, o índice chega a 30,1%. A resistência ao senador também é maior entre os eleitores com nível superior, grupo em que a rejeição alcança 31,2%, e entre aqueles com renda familiar de dois a cinco salários mínimos, faixa em que o percentual sobe para 34,2%. Entre os eleitores sem religião, a rejeição atinge 54,1%.

Outro indicador que chama a atenção é o desempenho do senador na pergunta sobre segunda opção de voto. Quando os entrevistados são convidados a indicar outro nome além de seu candidato preferido, Moro aparece com apenas 15% das citações, desempenho inferiro ao registrado por Greca (39%) e Sandro Alex (23,2)%.

Para analistas eleitorais, esse tipo de indicador costuma ser utilizado para medir o potencial de expansão de uma candidatura. Enquanto candidatos com elevada taxa de segunda preferência tendem a ter mais facilidade para atrair eleitores ao longo da campanha, nomes com forte apoio inicial, mas baixa aceitação fora de sua base, encontram maior dificuldade para ampliar o alcance eleitoral.

Sobre a pesquisa

O Instituto Veritá entrevistou 2.010 eleitores paranaenses entre os dias 2 e 6 de junho por meio de uma unidade automatizada de respostas utilizando questionário eletrônico. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TRE com o código PR-08570/2026 e no TSE com o códio BR-08297/2026.

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