O ótimo desempenho político do prefeito Leonaldo Paranhos, após conseguir duas vitórias gigantescas no primeiro turno, em 2016 e 2020, aponta que a próxima eleição terá sua forte influência. As mesmas pesquisas que mostram o ex-prefeito Edgar Bueno disparado à frente dos demais candidatos, também mostram que uma grande parcela do eleitorado poderia dar seu voto a um candidato apoiado pelo Paranhos.
No momento, temos o seguinte quadro, e depois dou minha opinião sobre as dúvidas que vão existir até os últimos momentos da campanha:
1-A menos que ocorra um desastre, ou um problema grave, teremos segundo turno.
2-Uma das vagas, salvo o hipotético problema grave, será ocupada pelo Edgar Bueno.
3-Disputam o apoio do Paranhos, até porque fizeram parte do grupo que o elegeu, o vice-prefeito Renato Silva, o excelente deputado estadual Márcio Pacheco, o fiel escudeiro do Governador Ratinho, Gugu Bueno, e o fiel escudeiro do próprio Paranhos, o presidente da Câmara Alécio Natalino Espínola, um cara leal e educado.
4-Muita gente acredita, eu inclusive, que o ex-deputado Hermes Parcianello, o Frangão, seria um candidato mais que preparado para um mandato no Executivo, trazendo na bagagem a experiência de três décadas em Brasília, onde o dinheiro mora e onde um bom mandato, ou o contrário, é decidido. Mas é apenas ilusão: Frangão nunca demonstrou o menor interesse em disputar a prefeitura.
5-Outros nomes: o PT teria se decidido, há um ou dois meses, pela candidatura do Ernani Pudell, para marcar presença, porque em Cascavel a eleição de alguém contrário ao agronegócio é inviável. O Paulo Porto está no paraíso sem morrer, ganhando um salário altíssimo para ver as águas passarem nas turbinas de Itaipu. É salário de acabar com qualquer idéia socialista, xô praquele negócio de dividir tudo. Se deixar o cargo, existem dois milhões de candidatos interessados na vaga. Não volta pra cá nem morto. Tem o Evandro Roman, que foi um bom deputado federal de dois mandatos, tem o PP sob seu comando em Cascavel. Se quiser, tem a legenda garantida, podendo concorrer para deixar vivo seu nome e aumentar a votação para deputado federal em 2026, sua real pretensão.
6-Um fator pouco considerado: se fosse obrigado a escolher apenas um nome para apoiar aqui, o Bolsonaro escolheria o Nelsinho Padovani. Se fosse obrigado a escolher apenas um nome, o Sérgio Moro apoiaria o Nelsinho Padovani. Ele está muito bem em Brasília, começando a se destacar, então muita gente duvida que ele venha para a disputa. Mas como seu pai é uma das pessoas mais inteligentes que temos, e é o seu diretor e guru na política, não dá pra saber o que o Nelson vai combinar com o filho.
7-Esqueci alguém? Vamos às dúvidas sobre esse quadro. No final, de presente ao leitor, vou contar quem é o escolhido, e o porquê do Paranhos apoiar esse nome.

DÚVIDAS:
a-Paranhos ganhou fácil por falta de adversários mais prontos para a disputa, e porque a mídia, cansada do rigor excessivo do Edgar na liberação de suas verbas (dela, imprensa), resolveu eleger um prefeito mais maleável, se é que me entendem. Quando as pesquisas iniciais (frias) mostraram que Paranhos da Silva estava bem na frente, isso se tornou uma profecia auto-realizável. Todos os oportunistas correram para apoiá-lo. Será que agora ele quer eleger seu sucessor ou prefere um do outro grupo, para deixar as portas abertas para disputar novos mandatos, se sua trajetória não for o que ele espera que seja?
b-Ele vai escolher um do seu grupo (já digo quem é). Os preteridos, num hipotético segundo turno entre o candidato dele e o Edgar, vão apoiar quem?
c-A esquerda, sem muitas chances de vitória na terra do agronegócio, vai com quem no segundo turno? Numa eleição equilibrada, os lulistas podem definir o vencedor.
d-Paranhos, caso decida apoiar o Renato, desprezando o Márcio Pacheco, o Gugu Bueno e o Alécio, vai ficar com o caminho livre para voltar à prefeitura, em quatro anos. Basta entregar o cargo, de forma oficial e dentro dos últimos seis meses, ao Renato, que este fica impedido oficialmente de disputar a reeleição. Alguma dúvida, então? Paranhos vai apoiar o Renato Silva. Os demais, por mais amigos que sejam, se ganharem vão exigir disputar mais um mandato.
e-Esta nota teve as dúvidas jurídicas esclarecidas pelo Dr. Ruy Fonsatti Júnior, que comanda com os sócios Marcelo Dalagnol, Bruna Nesello e Carlos Papi a mais brilhante equipe de jovens advogados do Oeste, que formam a Fonsatti Advogados Associados, com sede em Toledo-Pr.
MÁRCIO PACHECO
Na opinião que emiti sobre a eleição municipal em Cascavel, escrevi de passagem “o excelente deputado estadual Márcio Pacheco…”.
É porque ele vem superando a minha expectativa, trabalhando de forma discreta e competente em Curitiba para trazer algumas obras para o Oeste e para aprovar alguns projetos de interesse da nossa gente. Acima de tudo, eu admiro a sua forma educada e gentil de tratar com as pessoas, mesmo com aqueles que não são do seu grupo de eleitores.
Eu não gosto do Márcio quieto em relação aos absurdos preços das tarifas da Copel e da Sanepar, muito menos do apoio à doação das rodovias estaduais ao governo federal para inclusão na licitação do pedágio. Mas a pergunta que temos que fazer: um deputado que pretenda trazer algum benefício, mostrar retribuição aos votos recebidos, pode votar contra um governador forte eleitoralmente, que tinha reeleição garantida, e que tem o domínio e a maioria absoluta não apenas da Assembléia, mas do Tribunal de Contas, do TJ, da imprensa e de muitos outros etecéteras?
CASCAVEL É IGUALZINHA
É como funciona a coisa aqui em Cascavel: tem vereador que sabe que a maioria das obras do Paranhos são de perfumaria. Faz um prediozinho para o aeroporto, mas não tem nenhuma preocupação com a segurança de pousos e decolagens. A última intervenção na pista do aeroporto foi feita pelo Edgar Bueno, há quase dez anos. Faz uma pista de caminhada bem iluminada na baixada da FAG, o Ecopark Oeste, e esquece-se do fedor da água poluída do Córrego Bezerra, que corta o parque. Só que, diante do sucesso político do prefeito, além do poder de mandar verbas para quem bem entender, os vereadores que querem atender seus bairros tem que fazer de conta que tudo estava certo nos pontilhões do Ecopark Morumbi, aqueles que deveriam ser de aço Armco-Staco e quiseram entregar em concreto rústico. Quem der um pio contra alguma coisa – qualquer coisa – vai pra geladeira.
VEREADOR CIDÃO
VEREADOR CIDÃO
Dia desses fui pagar um imposto na prefeitura e encontrei na porta o Vereador Cidão, sempre simpático, sempre cercado pelas pessoas que faziam questão de abraçá-lo. Amigos, se existe alguém feliz com o cargo de vereador é ele. Está na sua vocação, é talhado para funções públicas.
Na frente da prefeitura estava estacionada uma máquina enorme, brilhando de nova. Perguntei o que era e ele vibrou: achei que não ia perguntar. É meu maior orgulho como vereador. Fiz barro em volta do prefeito para que comprasse uma segunda usina de asfalto, para dar um tempo na atual, que funciona bem devagar e de atual não tem nada. Foi difícil convencer o prefeito, mas ele concordou e ta aí a bichinha, lançou o Cidão, faceiríssimo.
Feito o registro, prezado Cidão.
PARANÁ NADANDO EM DINHEIRO
Depois de conseguir um superávit de 4,4 BILHÕES DE REAIS em 2021, o estado do Paraná apresentou um crescimento espetacular na arrecadação e o resultado foi um superávit recorde em 2022, acima de 6,6 BILHÕES DE REAIS. Foi a segunda maior sobra de dinheiro do país, atrás apenas de São Paulo, com NOVE BILHÕES. Em termos proporcionais, o Paraná foi o estado que apresentou maior sobra.
Santa Catarina teve sobra de apenas 1,2 BILHÃO. O governador dos catarinas, muito capiau, preferiu dar aumento para professores, policiais e a turma da saúde, e torrou o dinheiro do imposto em obras para a população.
Release do governo do Paraná conta que um dos fatores desse resultado foi a aplicação financeira, que remunerou muito bem os 80 BILHÕES DE REAIS das reservas disponíveis.
A decisão de não fazer obras e poupar o dinheiro é muito boa. Uma pena que alguns paranaenses morram por rodovias ruins, a educação esteja com índices em queda, os investimento na segurança estejam congelados, mas isso tudo são apenas detalhes. Ratinho diz que vai começar a administrar no mais tardar em 2024. “Cinco anos é pouco para planejar tudo, mas estamos firmes na decisão. E em sete anos teremos pronto o estudo da ferrovia que vai até o Chile…”, teria dito o Ratinho, esquecendo-se do Atlântico.
Com mais uns pequenos reajustes no preço da Sanepar, da Copel, do IPVA, e livrando-se das rodovias, passando-as para as concessionárias, vai sobrar ainda mais nos próximos anos. Que bom!
MINI ENTREVISTA
IMPACTO: Presidente Lula, por que a gasolina continua a ser cobrada no sistema dolarizado instituído pelo Temer, se boa parte da matéria- prima é extraída aqui mesmo, em reais?
LULA: Quem decide isso é o Conselho da Petrobrás, é claro que eu não posso opinar.
IMPACTO: E quem nomeia a maioria dos membros desse Conselho?
LULA: Sou eu mesmo, mas isso é só um detalhe. Você está misturando os assuntos.
IMPACTO: Desculpe a nossa ignorância.
Em tempo: alguém sabe se é Mini Entrevista, Mini-entrevista ou minientrevista? Não encontrei resposta definitiva no Google.