O Ministério Público do Paraná (MP-PR) com a OPERAÇÃO FAKE CARE, revelou detalhes e imagens que mostram o funcionamento de um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos na área da saúde, envolvendo a Prefeitura de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. O MP estima um desvio de R$ 10 milhões apenas nesses contratos, mas investiga a possibilidade de fraudes em outros sete municípios, elevando o montante para mais de R$ 30 milhões.

As provas reunidas pelo Ministério Público incluem imagens obtidas no circuito interno de segurança do condomínio onde mora o prefeito de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes (PSD) e os sigilos bancários dos suspeitos. Os suspeitos, são: Francisco Roberto Barbosa- Atual secretário da fazenda e ex-secretário da saúde; Alberto Martins de Faria – Auditor do Tribunal de Contas do Estado do Paraná; Samuel Antônio da Silva Nunes – Sócio da empresa investigada; Abrilino Fernandes Gomes – Sócio de empresa investigada; e Ângela Maria (mãe de Alberto).
O Portal da Transparência de Fazenda Rio Grande mostra três contratos da Secretaria de Saúde com a empresa AGP Saúde, dois de 2024 e um de 2025, totalizando R$ 5.723.375,00, todos sem licitação, com o mesmo objeto.
De acordo com o MP, o auditor do Tribunal de Contas, Alberto Martins de Faria, seria o mentor do
esquema, usando seu conhecimento em gestão pública para criar o modelo de fraude. Ele teria
recrutado o empresário Samuel Antônio da Silva Nunes — ex-consultor de uma clínica de estética
pertencente a Alberto e à mãe dele, Ângela Maria Martins de Faria — para atuar como “testa de
ferro” e sócio formal da AGP Saúde, aberta em 2021.Este mesmo modelo foi feito na NOVELA VALE TUDO entre os atores Marco Aurélio e Leila para lavar dinheiro,

PREFEITURA REVOGA CREDENCIAMENTO DA AGP SAÚDE APÓS OPERAÇÃO FAKE CARE
A Prefeitura de Fazenda Rio Grande anulou o Chamamento Público nº 06/2025, que autorizava o credenciamento da empresa AGP Saúde — alvo da Operação Fake Care, do Ministério Público do Paraná. A decisão, assinada pelo prefeito em exercício Luiz Sérgio Claudino, interrompeu contratos de testagem domiciliar após pareceres técnicos que apontaram inconsistências capazes de comprometer a legalidade do processo.