ATÉ QUANDO ESSA VERGONHA?ESPETÁCULO DEGRADANTE, NOJENTO E VEXATÓRIO DE MINISTROS DO STF

DFSDF

O Brasil assiste, perplexo, a vergonha de uma crise que ultrapassou as paredes do Supremo Tribunal Federal.

As recentes discussões e xingamentos envolvendo ministros da Corte, as suspeitas relacionadas ao caso Banco Master, os pedidos de investigação e as acusações trocadas publicamente entre integrantes do próprio STF colocam uma pergunta inevitável no centro do debate nacional: quem fiscaliza o país?

Não se trata de transformar suspeitas em condenações. Denúncias precisam ser investigadas, provas precisam ser analisadas e responsabilidades, se existentes, precisam ser individualizadas. Mas justamente por ocupar o posto máximo da Justiça brasileira, o Supremo deveria ser o primeiro interessado em oferecer transparência, serenidade e respostas convincentes à sociedade.

O que o cidadão viu nos últimos dias foi algo muito diferente. Jogaram a credibilidade da justiça do país no lixo.

Na sessão de 15 de setembro, ministros protagonizaram confrontos públicos, acusações de parcialidade, questionamentos sobre procedimentos e até ataques pessoais. A própria cobertura da sessão registrou expressões extremamente duras utilizadas pelos integrantes da Corte.

O problema não é apenas o bate-boca. É a percepção de que a própria instituição está tendo dificuldade para estabelecer limites e procedimentos quando as suspeitas atingem seus integrantes.

No caso envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, por exemplo, o STF analisava justamente uma questão extremamente sensível: se deveria haver investigação sobre as suspeitas apresentadas. O mérito sequer chegou a ser examinado naquela sessão, interrompida pelo pedido de vista de Dino. Outro ministro que partiu para um corporativismo escrachado para salvar um companheiro.

Enquanto isso, a sociedade fica olhando para Brasília e perguntando:

Se um cidadão comum é investigado quando surgem suspeitas, por que quando a suspeita alcança um ministro do Supremo o caminho parece tão mais complicado?

A resposta precisa ser institucional, jurídica e pública — não política.

O STF não pode depender apenas da confiança que seus próprios integrantes têm uns nos outros. Instituições fortes precisam de mecanismos claros de controle, transparência e responsabilização.

A situação chegou a um ponto em que o próprio presidente da Corte, Edson Fachin, reconheceu a existência de conflitos e sobreposições processuais que poderiam atingir a integridade do tribunal.

Não é uma questão de esquerda contra direita. Não é Moraes contra Mendonça. Não é Gilmar contra Dino ou Fachin. É uma questão de credibilidade institucional. Quando ministros do mais alto tribunal do país passam a trocar acusações em público que envolvem claras ligações de corrupção com banqueiro estelionatário, a instituição inteira paga a conta.

E quem paga essa conta, no fim, é o cidadão.

O Supremo tem o direito — e o dever — de investigar e julgar. Mas também precisa aceitar que ninguém está acima da necessidade de prestar contas.

Se as acusações forem falsas, que sejam desmontadas com provas.

Se forem inconsistentes, que sejam arquivadas com fundamentação.

Se houver irregularidades, que sejam investigadas até o fim.

E se houver responsabilidades comprovadas, que ninguém seja protegido pelo cargo.

Porque a Justiça não pode exigir transparência de todos e oferecer dúvidas quando o assunto chega à própria porta.

Precisa de um Supremo que consiga responder, com fatos e documentos, às dúvidas que hoje estão diante de milhões de brasileiros.

A toga não pode ser um escudo contra a transparência, um manto da impunidade para acobertar desvios e recebimentos de R$ 134 milhões em contratos com o Master.

Aonde vamos parar com um supremo corrupto e sem vergonha?

A DIREÇÃO

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