CURY CRESCE, CHEGA A 10% E ENCOSTA NA TERCEIRA VIA

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Quaest confirma disparada do escritor, que deixa para trás nomes tradicionais da direita e começa a incomodar a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), colocou um novo personagem no centro da disputa presidencial de 2026: Augusto Cury (Avante). O escritor saltou de 2% para 10% das intenções de voto e assumiu isoladamente a terceira colocação, deixando para trás nomes que até pouco tempo ocupavam esse espaço na corrida eleitoral.

O levantamento mostra Lula (PT) com 37%, Flávio Bolsonaro (PL) com 29% e Augusto Cury com 10% no cenário sem Pablo Marçal. Na sequência aparecem Renan Santos (3%), Ronaldo Caiado (1%), Romeu Zema (1%) e Samara Martins (1%). Outros candidatos não pontuaram. Há ainda 11% de indecisos e 7% que afirmam votar branco, nulo ou não votar.

O salto que chama atenção

A evolução de Cury é o dado mais expressivo da pesquisa. Em apenas duas semanas, o candidato do Avante ganhou oito pontos percentuais, enquanto Lula oscilou de 38% para 37% e Flávio Bolsonaro de 31% para 29%. Caiado caiu de 4% para 1%, Renan Santos de 4% para 3% e Zema de 2% para 1%.

CandidatoQuaest anteriorNova QuaestVariação
Lula (PT)38%37%-1
Flávio Bolsonaro (PL)31%29%-2
Augusto Cury (Avante)2%10%+8
Renan Santos (Missão)4%3%-1
Ronaldo Caiado (PSD)4%1%-3
Romeu Zema (Novo)2%1%-1

Debate e Jornal Nacional

A ascensão acontece depois de uma sequência de maior exposição de Cury. O novo levantamento é o primeiro da Quaest após as entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional e depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. A visibilidade adquirida no debate da Band e na entrevista televisiva aparece como um dos possíveis fatores para o crescimento, embora uma pesquisa isoladamente não consiga estabelecer causalidade.

A terceira via ganhou um rosto?

A pergunta agora é se os 10% de Cury representam apenas uma onda momentânea provocada pela exposição recente ou o nascimento efetivo de uma terceira força eleitoral.

O escritor ainda tem um longo caminho até outubro, mas já conseguiu algo importante: deixar de ser um candidato periférico para entrar no radar das duas principais campanhas.

E o efeito político é imediato. Se Cury continuar crescendo, poderá tirar espaço dos candidatos que disputavam o eleitorado fora da polarização e, principalmente, obrigar Lula e Flávio Bolsonaro a recalcularem suas estratégias.

A próxima rodada da Quaest será fundamental. Se Cury permanecer na casa dos dois dígitos, a novidade deixa de ser apenas uma surpresa estatística e passa a representar um problema político para os dois polos da eleição.

NÚMEROS DA PESQUISA

  • Lula (PT): 37%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 29%
  • Augusto Cury (Avante): 10%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Caiado (PSD): 1%
  • Zema (Novo): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Branco/nulo/não vai votar: 7%
  • Indecisos: 11%

No cenário que inclui Pablo Marçal, Lula mantém 37%, Flávio sobe para 30% e Cury permanece com 10%.

Metodologia: a Quaest entrevistou 2.004 eleitores presencialmente entre 30 de agosto e 1º de setembro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por O Globo e TV Globo e registrado no TSE sob o número BR-07065/2026.

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