As eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados terão menos candidatos que as de 2022. Também há menos deputados candidatos à reeleição.
7.735 pessoas se registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para disputar uma vaga de deputado federal. Em 2022, a disputa teve 9.477 candidatos.
O perfil dos candidatos também mudou. A participação das mulheres passou de 35% (2022) para 37% (2026).
Também aumentou a proporção de candidatos com nível superior, de 68% (2022) para 71% (2026).
Neste ano, dos 513 deputados em exercício, 437 vão disputar a reeleição. Em 2022, foram 448. A diferença pode ser explicada pelo aumento do número de deputados que decidiram concorrer ao Senado — eram 21 na eleição passada e hoje são 42.
No Estado do Paraná temos 425 candidatos à deputado federal, o que equivale a uma concorrência de 14.16 por vaga.
Dos 30 deputados federais do Paraná, 25 tentarão a reeleição em outubro, o que representa 83% da atual bancada. Um é candidato a governador (Sandro Alex, do PSD), dois ao Senado (Filipe Barros, do PL, e Gleisi Hoffmann, do PT) e um a candidato estadual (Itamar Paim, do PL). O único federal que exerce mandato atualmente pelo Paraná e não tentará a reeleição é Luiz Carlos Hauly (Podemos).
Das 30 chapas proporcionais do estado (deputado federal e estadual, considerando cada partido ou federação com lista real de candidatos), 21 têm entre 30% e 34% de mulheres. Apenas nove passam de 34%, e a metade delas são federações de esquerda ou siglas nanicas com pouquíssimos nomes. No conjunto, as mulheres são 34,5% das candidaturas proporcionais — tanto para a Câmara quanto para a Assembleia.
O Instagram é a plataforma mais utilizada pelos candidatos a deputado federal. No total, 5.493 dos 7.679 candidatos em todo o país, utilizam esse canal de comunicação para campanha, o que equivale a 72%.
Na sequência as redes sociais com mais contas de campanha de candidatos a deputado federal estão o Facebook (4.342), Tiktok (1.928), Youtube (1.143), X (859), Threads (608), Linkedin (221) e Whatsapp (142).
GILMAR CARDOSO, da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-PR