MAIS UM BODE NO PALÁCIO IGUAÇU! GRECA DIZ NÃO À VICE E COMPLICA A SONHADA UNIÃO DO PSD E MDB

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Mesmo após o convite oficial feito pelo governador Ratinho Junior (PSD), na última segunda-feira (22), para que Rafael Greca (MDB) integrasse a chapa governista como candidato a vice-governador de Sandro Alex, a resposta esperada pelo Palácio Iguaçu não veio. Pelo contrário. Horas depois, Greca rejeitou publicamente a possibilidade, afirmando que aceitar a vice-governadoria “seria uma negação da sua história política”.

A manifestação do ex-prefeito de Curitiba caiu como um balde de água fria na estratégia do grupo governista e o primeiro indício da traição avisada de que Greca não iria fazer o jogo esperado. Ratinho Junior havia aberto as portas para uma composição ampla já no primeiro turno e, durante reunião realizada no Palácio Iguaçu, formalizou ao MDB o convite para integrar a aliança que está sendo construída para a eleição de outubro. Na mesa estavam lideranças importantes do partido, como o deputado federal Sergio Souza, o deputado estadual Anibelli Neto, Renato Adur, Orlando Pessuti, além do deputado Márcio Nunes e do chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega.

Segundo relatos dos bastidores, após a reunião no Palácio Iguaçu, a cúpula emedebista seguiu para um almoço no apartamento de Rafael Greca, em Curitiba. Entre uma feijoada light e alguns quindins, o principal assunto foi justamente a investida do grupo de Ratinho Junior para atrair o MDB à aliança governista.

Mas Greca manteve o discurso que vem repetindo nos últimos meses e, seguindo os conselhos de seu guru de outros carnavais, Giovani Gionédis, reafirmou: “Sou candidato ao Governo do Paraná e não pretendo disputar a vice-governadoria”. A posição é reforçada pelo prestígio demonstrado pelo presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, que participou do evento de lançamento da pré-campanha de Greca no último fim de semana e sinalizou apoio ao projeto paranaense.

Apesar disso, cresce dentro do MDB a preocupação com os riscos de uma candidatura isolada. Lideranças do partido avaliam que uma campanha sem alianças robustas pode comprometer a eleição da bancada federal em 2026, reduzindo espaço político e acesso aos recursos partidários.

Há quem defenda a construção de uma chapa envolvendo Rafael Greca e Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, independentemente de quem ocupe a cabeça da chapa, como alternativa para enfrentar o favoritismo de Sergio Moro (PL).

Também existe uma ala histórica do MDB que defende candidatura própria em qualquer circunstância e trabalha com a possibilidade de uma aproximação com o PP de Ricardo Barros, que poderia contribuir com parte dos recursos do fundo eleitoral, tempo de televisão e até indicar o ex-prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, para compor a chapa.

Por enquanto, a única certeza é que o “não” de Rafael Greca colocou mais um bode no gabinete do governador. O primeiro já havia sido colocado pelo PL, que deixou a base governista na Assembleia Legislativa e partiu de mala e cuia para a campanha de Sergio Moro.

O tabuleiro sucessório do Paraná continua embaralhado. Ratinho Junior segue trabalhando na busca de novos caminhos para consolidar a aliança que pretendia construir com o MDB ainda no primeiro turno e trazer para o seu lado o PP, enquanto Podemos e Republicanos já confirmaram apoio à candidatura de Sandro Alex.

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