Moro e do Val são retirados da CPI do Crime e substituídos por senadores do PT para derrotar o relatório

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Os senadores Sérgio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram retirados da CPI do Crime Organizado após uma manobra política entre o Centrão e o governo federal, que resultou na substituição dos oposicionistas pelos parlamentares Teresa Leitão e Beto Faro, ambos do PT.

A manobra, solicitada pelo senador Eduardo Braga, da base governista no Senado, visa ampliar as chances de que o relatório do senador Alessandro Vieira seja derrotado na comissão parlamentar.

Finalizado após quatro meses de trabalho, o parecer de 220 páginas defende apresentar um diagnóstico do funcionamento do crime organizado no Brasil, cujo resultado visa trazer medidas para combater o avanço da criminalidade.

Antes da mudança no plantel da CPI, que excluiu Moro e do Val, a expectativa era de que o relatório fosse aprovado pela comissão por 6 votos a 5. Os petistas agora assumem cadeiras que estavam sendo ocupadas pelo bloco oposicionista composto por União BrasilPodemos, PSDB e MDB.

Segundo a Revista Veja, a articulação contou com a participação de integrantes do governo federal, de ministros do Supremo, e até do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Moro afirma que manobra é obra de Lula

Retirado da CPI do Crime Organizado, o senador paranaense Sérgio Moro acusou o presidente Lula de afastá-lo da comissão.

“Lula manobrou a sua base para me retirar da CPI do Crime Organizado e assim obter a maioria governista para a rejeição do relatório do Senador Alessandro Vieira. Manobra vergonhosa de quem mente ao povo brasileiro. Finge ser favorável às investigações, enquanto na realidade é contra”, denunciou o parlamentar.

Em nota enviada à imprensa, Marcos do Val também lamentou a manobra política que vista rejeitar o relatório que pede o indiciamento dos ministros do Supremo.

De acordo com o relatório, os ministros devem ser indiciados por não terem se declarado suspeitos — quando há motivação pessoal para evitar envolvimento jurídico — no julgamento do caso do Banco Master no STF.

Alessandro Vieira afirma que, no caso de Dias Toffoli, o ministro possuiria vínculos indiretos do com investigados do Master, resultando em conflito de interesses. Por exemplo, a empresa Maridt, da qual o ministro é sócio, teria realizado transações comerciais com o cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master.

No caso de Alexandre de Moraes, defende Vieira, o ministro deveria ter se afastado das investigações devido ao envolvido da esposa em processos jurídicos em que ela defendia o banco — suspeito de irregularidades sobre seu modelo de captação e gestão financeira.

fonte https://ric.com.br/politica

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