Uns dizem que é sorte, outros dizem que o travamento do processo de cassação é devido a um grande padrinho partidário que influenciou a decisão dos magistrados, mas ao longo de sua trajetória política, o deputado estadual Renato Freitas (PT) tem enfrentado sucessivas controvérsias envolvendo manifestações, confrontos e vários boletins de ocorrência por agressão, invasão, agitação e desacato. Em diversas ocasiões ele sempre é o centro das polêmicas , mas costuma enfatizar a tese de que é alvo de perseguição política e de racismo. Seus apoiadores afirmam que ele sofre perseguição por suas posições políticas e por sua atuação em pautas sociais. Já seus críticos sustentam que o parlamentar recorre frequentemente a esse argumento para desviar o foco das acusações relacionadas às suas próprias atitudes e responsabilidades.
No episódio mais recente da briga de rua em que apanhou do guardador de carro e está com o processo de cassação de seu mandato na Assembleia Legislativa, Renato Freitas voltou a afirmar que estaria sendo utilizado como alvo de um “palanque político” por adversários. Também declarou que a suspensão temporária do processo pela Justiça reforçaria sua tese de que houve irregularidades na tramitação.Este deputado arruaceiro poderia muito bem abrir uma livraria e vender livros que são a sua especialidade no modo de agir e de viver..
UM VITIMISTA DE SORTE!
Ao julgar um recurso apresentado por Renato Freitas, o desembargador Rogério Luis Nielsen Kanayama, entendeu que a votação em plenário, caso confirmasse a cassação do mandato, teria “consequências imediatas e de difícil reversibilidade”. Isso porque determinaria a inelegibilidade do deputado em ano de eleições. Desta forma, o desembargador entendeu que, se a punição fosse revertida na Justiça no futuro, o dano causado ao impedir Freitas de concorrer a um novo cargo público não poderia ser desfeito ou reparado com facilidade.