Dois dos quatro deputados da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa
lembravam, um tanto arrependidos, do cálculo político feito no começo do
ano passado. O raciocínio era simples. Esperavam que que votando contra o
ajuste fiscal do governador Beto Richa (PSDB), levariam recursos e obras
para às bases contando com as emendas do senador Roberto Requião e do
governo federal.
Pois bem. Os peemedebistas não esperavam que a torneira de Brasília fosse
fechar do jeito que fechou. “Sabíamos que havia uma crise, mas não desse
tamanho. Não vem nada”, resume. Agora, os deputados observam os colegas da
base de Richa assinando convênios, levando recursos e inaugurando obras.
“Minha base, sem nada, só cobra”, lamentam.
Os deputados que saíram do PMDB garantem que a história é outra. “As verbas
das emendas que vieram foram entregues por Requião e seu filho (o deputado
Requião Filho)”, lembra um deputado alojado hoje no PSB. Segundo ele,
Requião e família não gostam “nem um tiquinho” do deputado que ocupa a
liderança do partido, Nereu Moura. “Para ele, nem verba, nem nada. Os
Requião o detestam”.