Lula gastou R$ 300 bilhões em promessas e terá que cortar na saúde e programas públicos, segundo ministro Durigan

Entre promessas eleitorais bilionárias, despesas crescentes e a necessidade de fechar as contas públicas, o governo enfrenta uma contradição: de onde virá o dinheiro para cumprir tudo o que foi prometido?
E o governo Lula começa a enfrentar justamente esse dilema conforme relatou o ministro da Fazenda Durigan nesta terça-feira. Depois de apresentar compromissos e ampliar expectativas em torno de benefícios sociais, investimentos e programas públicos, a equipe econômica discute um pacote de ajuste fiscal que pode atingir incentivos tributários, regras de programas sociais e até a metodologia de cálculo dos recursos destinados à saúde e à educação.
A pergunta é inevitável: se havia dinheiro para tantas promessas, por que agora é necessário discutir revisões, restrições e mudanças nas regras de financiamento?
AONDE VAI SER RETIRADO?
O governo terá de explicar quais compromissos serão mantidos, quanto custarão, de onde virão os recursos e quais serão os impactos de eventuais mudanças. Também precisará mostrar que o ajuste não será distribuído de maneira injusta, sacrificando justamente quem mais depende das políticas públicas.
No fim, a matemática não vota, não faz campanha e não se comove com slogans. Receitas e despesas precisam fechar. Quando a promessa supera a capacidade financeira do Estado, alguém terá de rever os planos — e a população tem o direito de saber quem pagará essa conta.
Até lá, fica o alerta: promessa eleitoral não é dinheiro em caixa, e responsabilidade fiscal não pode aparecer apenas depois que os votos foram contados.
